Nova York — Uma pesquisa recente da Provoke Insights revela que os consumidores demonstram uma lealdade muito menor a marcas de móveis em comparação com seus jeans, cerveja ou smartphones favoritos.
Entre as 13 categorias de produtos analisadas, os móveis ficaram entre as últimas colocadas em termos de fidelidade à marca, bem abaixo da média geral. Em contraste, vestuário, bebidas alcoólicas, eletrônicos e produtos de beleza/cuidados com a pele lideraram a lista. Outras categorias com baixa fidelidade incluíram hotéis, materiais para reforma e construção, equipamentos de ginástica e artigos de luxo.

Fonte: https://www.furnituretoday.com/
Para quem é fiel a uma marca de móveis, a qualidade foi o principal fator (53%), semelhante a outras categorias de produtos. No entanto, os compradores de móveis dão maior ênfase ao fato de a marca atender às suas necessidades (26% contra 19% para compras de outros produtos) e também valorizam mais a confiança e a reputação. Os compradores de outros produtos tendem a basear sua fidelidade no preço e em experiências positivas.
Os principais motivos pelos quais os compradores de móveis abandonam uma marca foram a queda na qualidade (34%), o aumento de preços (31%), experiências pessoais ruins (20%) e atendimento ao cliente insatisfatório (17%). Problemas de conveniência também tiveram um impacto negativo maior nos compradores de móveis (11%) do que nos consumidores de outros setores (6%).
Apenas um terço dos consumidores afirmou que a marca importa na hora de comprar móveis, embora esse número suba ligeiramente para 39% entre os compradores urbanos e os pais. Aqueles que optam por móveis de marca priorizam a qualidade (47%) em relação ao preço/valor (19%), à reputação da marca (15%), ao design/estética (11%) e ao atendimento ao cliente (5%).
A sensibilidade ao preço é alta: quase metade (47%) afirmou que consideraria comprar uma alternativa sem marca se fosse mais barata.
Os compradores de móveis também costumam comprar outros itens simultaneamente: 58% compraram produtos para reforma da casa, 56% compraram eletrônicos, 33% compraram equipamentos de ginástica e 27% compraram itens de luxo no último mês.
Em comparação com categorias com grande número de SKUs, como beleza, cuidados com a pele, vitaminas, vestuário e eletrônicos, os compradores de móveis se sentem menos sobrecarregados pelas opções. Eles se baseiam principalmente no reconhecimento da marca (53%) e nas avaliações de clientes (40%) para tomar decisões, em vez de apelo visual, assistentes de IA ou publicidade.
Os consumidores percebem os preços dos móveis como menos afetados pela inflação do que outras categorias — apenas 22% notaram aumentos de preços em lojas de móveis, enquanto 73% observaram aumento nos preços da gasolina, 72% em supermercados e 68% em restaurantes.
Aproximadamente 12% dos entrevistados relataram ter comprado móveis no último mês, número semelhante ao do outono passado. Os grupos que mais compraram móveis no último mês foram pais (18%), consumidores hispânicos (16%) e millennials (16%).
A pesquisa Provoke Insights entrevistou 1,500 residentes dos EUA com idades entre 21 e 65 anos em março de 2026.


















