Uma nova pesquisa da KPMG revela que os consumidores americanos esperam gastar mais nesta temporada de festas — mas o motivo não é o aumento do entusiasmo pelas compras. Em vez disso, a maioria espera que suas contas mais altas sejam resultado da inflação e das tarifas, e não da compra de mais produtos.
Segundo a KPMG, 80% dos entrevistados acreditam que as tarifas aumentarão os preços este ano. Essa percepção está alinhada com uma Móveis hoje Pesquisa, que constatou que 77% dos consumidores estão cientes de como as tarifas podem inflacionar os preços dos móveis. Notavelmente, 30% disseram que planejam adiar a compra de móveis até entenderem melhor o impacto nos custos.
Enquanto categorias como vestuário (+3%) e cuidados pessoais (+2%) devem apresentar aumentos modestos nos gastos, os gastos com móveis devem cair 12%. Outros setores discricionários, como brinquedos (-15%) e artigos para hobbies (-9%), também enfrentam quedas.

Um possível motivo: os consumidores podem estar direcionando seu dinheiro discricionário para viagens. Apesar de relatórios anteriores sugerirem cortes em férias, dados da KPMG mostram que os gastos com viagens devem aumentar 10% em relação ao ano anterior. Os americanos, em média, planejam gastar cerca de US$ 1,127 em viagens nesta temporada, com um número crescente optando por viagens que custam US$ 1,000 ou mais.
Essa tendência sugere uma mudança de volta para compras maiores e baseadas em experiências — potencialmente em detrimento de itens domésticos caros, como móveis.
A pesquisa também destaca outra grande mudança no comportamento do consumidor: a ascensão da inteligência artificial no processo de compra. A KPMG descobriu que 41% dos consumidores agora usam ferramentas de IA para pesquisar produtos. Entre as gerações mais jovens, os números são ainda maiores — 56% da Geração Z e 62% dos Millennials contam com IA para obter insights de compra.
“Assistentes de compras de IA estão redefinindo experiências de varejo personalizadas”, disse Julia Wilson, diretora da KPMG US. “De recomendações personalizadas a conselhos de estilo instantâneos e experimentações virtuais, a IA está proporcionando um nível de engajamento que antes era inimaginável.”
Para a varejistas de móveis, esse cenário em evolução apresenta desafios. A combinação de ferramentas digitais avançadas, plataformas de compras fragmentadas e o domínio de gigantes do comércio eletrônico como a Amazon — onde quase 70% dos compradores compram depois de ver os itens — torna cada vez mais difícil capturar a atenção do comprador.
Embora a complexidade do varejo continue a se expandir, as descobertas da KPMG sugerem que um crescimento significativo para o setor de móveis pode ter que esperar até o próximo ciclo.

















