MOORESVILLE, NC — A Lowe's Companies, Inc. (NYSE: LOW) divulgou na quarta-feira os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025, superando as estimativas de lucro dos analistas, mas ficando ligeiramente abaixo das previsões de receita. A varejista de materiais de construção atribuiu o desempenho misto aos desafios persistentes no setor imobiliário e aos padrões climáticos atípicos da primavera.
No trimestre encerrado em 2 de maio, a Lowe's registrou lucro líquido de US$ 1.6 bilhão (US$ 2.92 por ação diluída), uma queda em relação aos US$ 1.76 bilhão (US$ 3.06 por ação) do mesmo período do ano anterior. A receita caiu 2.0% em relação ao ano anterior, para US$ 20.93 bilhões, com vendas comparáveis caindo 1.7%.
Em um comunicado que acompanhou a divulgação dos resultados, o presidente e CEO Marvin Ellison destacou a disciplina operacional da empresa em meio às pressões macroeconômicas. "Embora a dinâmica do mercado imobiliário de curto prazo e as interrupções climáticas tenham criado obstáculos, o comprometimento dos nossos associados com a excelência no atendimento ao cliente impulsionou índices recordes de satisfação", observou Ellison.
O desempenho das vendas oscilou mensalmente, com os comparáveis de fevereiro caindo 5.4% devido ao clima adverso, seguido por uma recuperação de 1.7% em março. Abril registrou uma contração de 2.6%, parcialmente influenciada pela mudança no calendário da Páscoa. Ellison destacou a resiliência em segmentos-chave, incluindo o crescimento de um dígito médio nas vendas para clientes Pro e plataformas digitais.
A empresa atribuiu ao seu foco contínuo em prestadores de serviços profissionais — uma prioridade estratégica desde 2018 — a mitigação da fraqueza generalizada. A ampliação do sortimento de produtos e o programa de fidelidade MVP foram citados como impulsionadores cruciais. "Nossos investimentos plurianuais no Pro continuam a gerar retornos tangíveis", enfatizou Ellison durante a teleconferência de resultados.
A Lowe's reafirmou sua projeção fiscal para o ano inteiro, prevendo vendas totais entre US$ 83.5 bilhões e US$ 84.5 bilhões, com vendas comparáveis projetadas para variar de estáveis a um aumento de 1%. O lucro diluído anual por ação deve ficar entre US$ 12.15 e US$ 12.40.
O CFO Brandon Sink reconheceu que o adiamento de grandes reformas por parte dos proprietários persiste, apesar da estabilidade financeira. "Embora a saúde do consumidor permaneça forte, a atividade de projetos discricionários permanece contida", observou Sink. "No entanto, observamos uma estabilização nessas tendências, o que sugere que não haverá mais deterioração."
A empresa reforçou recentemente suas capacidades comerciais por meio da aquisição de US$ 1.3 bilhão do Artisan Design Group, sediado no Texas, um fornecedor de serviços de instalação para construtoras e administradores de imóveis.
Em relação aos potenciais impactos tarifários, Ellison delineou medidas proativas para a cadeia de suprimentos, observando que aproximadamente 20% dos produtos da Lowe's são originários da China. "Estamos colaborando com os fornecedores para minimizar interrupções e manter a competitividade de preços", afirmou, acrescentando que a diversificação geográfica das fontes continua sendo uma prioridade.
As ações da Lowe's fecharam 1.8% mais altas após a divulgação dos lucros, refletindo a confiança dos investidores na manutenção da perspectiva.


















